LUIS ROMANO

Luís Romano de Madeira Melo nasceu a 6 de Outubro de 1922 em Ponta do Sol, na ilha de Santo Antão, e faleceu a 22 de Janeiro de 2010 em Natal, Brasil, aos 87 anos de idade. Filho de Maria Ernestina Walmon Madeira (1897-1978) e Rafael Martinho Nobre de Melo (1887-1970), casou com Maria José Fermino (27/07/1921 - 07/11/2010), filha de Maria do Carmo Fermino e José Dias Correia, nascida na Ribeira Brava, na ilha de São Nicolau. Luís Romano é também irmão de Teobaldo Vírginio. Após três anos de liceu, exerceu várias profissões seguidas, regressando depois à escola enquanto continuava a trabalhar. O resto é incerto. Segundo Manuel Ferreira, Luís Romano percorreu então as ilhas, depois foi para Dakar e depois para Marrocos onde se especializou em técnicas de produção de sal, enquanto estudava engenharia mecânica e eléctrica. Após 14 anos, ele teria decidido partir para o Brasil. Sabendo que obteve o direito de residir no Brasil no Consulado Brasileiro em Casablanca, em 27 de janeiro de 1960, isto significaria que ele deixou Cabo Verde por volta de 1944, com cerca de vinte anos de idade. Outra versão, aparentemente mais idealizada, encontrada nas biografias de Luís Romano, afirma que no final dos anos 50 ele aderiu às idéias do PAIGC, das quais se tornou um dos membros principais, mas perseguido pela PIDE, fugiu via Marrocos e de lá partiu para o Brasil. Em qualquer caso, ele se estabeleceu bem com sua esposa em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, no nordeste do Brasil, no início dos anos 60, cidade na qual passaria o resto de sua vida, com exceção, segundo alguns, de um breve interlúdio na Praia, após a independência de Cabo Verde, em 1975. Ele também serviu como cônsul honorário de Cabo Verde no Rio de Janeiro. Lá, dedicou-se à escrita e estudo da literatura cabo-verdiana e brasileira.