JUVENAL LOPES CABRALNasceu a 2 de Janeiro de 1889, na ilha de Santiago, e faleceu em Março de 1951, aos 62 anos de idade. Deve-se notar que a data de sua morte é questionável, alguns historiadores-biógrafos falam de 3 de março, outros de 20 de março (o mais provável), ou mesmo de 1952. Seu pai, António Lopes da Costa, morreu jovem, por isso Juvenal foi colocado sob a tutela de seu avô, Pedro Lopes da Costa, um comerciante na ilha de Santiago. Mas aos 8 anos, ele parte para Portugal com a sua madrinha. Só regressou a Cabo Verde em 1906, quando entrou no Seminário-Liceus de São Nicolau, onde o seu pai tinha estudado no passado. Ele ficou lá apenas um ano e abandonou os seus estudos. Em 1911, ele partiu para a Guiné para trabalhar. Lá trabalhou em várias profissões, incluindo a de professor, e casou-se com uma guineense de origem cabo-verdiana, Iva Pinhel Évora (1897-1977), com quem teve dois filhos: Amílcar e Luís. Em 1932, regressou a Cabo Verde, instalando-se no Mindelo e depois na ilha de Santiago, onde possuía muitos terrenos. Em 1947, quando publicou seu livro Memórias e reflexões, foi arruinado pela seca e pela fome, um dos mais duros do arquipélago. Ele encontrou uma solução: cultivar culturas na Guiné para alimentar Cabo Verde. Esta é provavelmente uma das razões pelas quais Amílcar foi estudar agronomia em Portugal entre 1945 e 1950. Quanto aos seus reflexos, eles alimentarão o PAIGC.