A criação da Academia Cabo-verdiana de Letras é a coroação de um sonho de várias gerações de cabo-verdianos que se dedicaram às letras, fazendo delas um dos marcos mais simbólicos da cultura cabo-verdiana.

É ponto pacífico que a vertente criativa das letras cabo-verdianas percorreu já um caminho de sucesso, o bastante para merecer esta Academia que surge no universo cultural cabo-verdiano como um fruto que atinge o grau de maturação suficiente, aquele que era esperado pela sociedade cabo-verdiana, tal como se esperava um orfeão, uma orquestra, um balet, um estádio nacional ou um oceanário. Garantidas outras necessidades básicas como o ensino, a saúde, a alimentação, começa a sociedade cabo-verdiana a erguer a fasquia apontando para a satisfação de necessidades mais sofisticadas e mais espirituais, não apenas beneficiando uma elite, mas acessível a todos.

Criado em 23 de setembro de 2013, a ACL viveu intensamente o seu primeiro ano tentando insistentemente cumprir os objetivos que conduziram à sua criação ou seja: a promoção e o incentivo das Letras e da Literatura Cabo-verdianas e a difusão da Cultura Nacional. Nesse quadro a ACL acompanhou e enalteceu as obras dos seguintes autores:

  • De Jorge Soares o livro “Contos”;
  • De Arménio Vieira, “O Brumário” e “Sequências do Brumário”
  • De Vera Duarte “A Palavra e os Dias”;
  • De Samuel Gonçalves “O Curandeiro de Monte Piorro”;
  • De Margarida Fontes o livro de poemas “De Lírios”;
  • Da Professora Doutora Fátima Fernandes a tese de doutoramento sobre os poetas João Vário, Corsino Fortes e José Luís Tavares;
  • De Simone Caputo e Érica Antunes noticiou-se a preparação da seleta literária abrangendo os autores cabo-verdianos que têm sido estudados na Universidade de S. Paulo.
  • De Manuel Brito Semedo “Na Esquina do Tempo - Crónicas de Mindelo”
  • Três obras de Danny Spínola: Pasárgadas de Sol, Photomaton, Vagens & Sonatas de Sol.
  • De Kaká Barbosa: Gaveta Branca.

A ACL participou no estrangeiro em vários eventos, nomeadamente no Salão do Livro Africano em Casablanca, Marrocos; no Salão do Livro das Canárias e na Feira do Livro de Ribeirão Preto e Universidade de S. Carlos.

Participou ainda nas comemorações dos 800 anos da Língua Portuguesa através duma sessão cultural no Instituto Camões seguida de uma mesa redonda na Rádio Nacional.

A ACL recebeu uma Delegação angolana para a divulgação do Grande Prémio Sonangol 2016, concurso no qual o nosso país tem sido sempre bem representado tendo recebido uma menção honrosa e 4 prémios.

Nas intervenções culturais públicas, a ACL sempre homenageou intelectuais e artistas falecidos e vivos, por exemplo: Eugénio Tavares, Aguinaldo Fonseca, Orlanda Amarílis, Tututa Évora, Mário Fonseca entre outros.